terça-feira, 5 de agosto de 2014

DIRETO DA GAVETA...



Mexendo nas minhas pastas no computador encontrei esse comentário inspirado na publicação de uma amigo sobre um vídeo da jornalista Raquel Sheherazade.
Como há muito tempo não publico nada, resolvi compartilhar.
Ao ler, rever o vídeo e refletir sobre o que escrevi no passado percebi algumas  falhas na essência do meu pensamento. A contradição que critico no texto da Sheherazade também pode ser vista aqui. Afinal pra quem não gosta de de opiniões eu dou muitas! Mas, minha justificativa fica por conta do campo em que batalho.
Meu blog é meu território!!! Beijos queridos... 

Segue o link do vídeo para quem quiser entender melhor: http://youtu.be/t9uvL918FMI


Na minha humilde opinião ( não sou nenhuma Sheherazade), todo bom profissional da área de comunicação precisa ser inteligente! Diria ainda que precisa ser crítico, criativo e responsável. 

Não me sinto alienada nem manipulada por seguir códigos e diretrizes estudas, pré determinadas que conduzem a maior empresa de comunicação do país!

A imparcialidade é princípio básico do jornalismo! 

Particularmente, e não por conta de imposições da empresa que trabalho, não gosto de opiniões na tv em canal aberto ( todos temos opiniões e nenhuma é melhor do que a outra). 
Uma opinião exposta em meio público fere esse princípio de não tomar partido e acaba sendo uma manifestação tendenciosa.  Se bem que... Conhecendo um pouco de como as coisas funcionam, certamente, ela não teria essa opinião sobre o “estado laico” se ela não vivesse em um país onde a maioria da população é Cristã! E, nesse caso, ela acabou ferindo também o Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, capítulo II, art. 6º É dever do jornalista: XI defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;

 Falta do que colocar no jornal pra completar o fade? Por isso ela precisa expor suas opiniões? “Falta do que fazer?” como ela encerra falando no comentário? Ou, imposição da emissora que ela trabalha para ganhar audiência, já que os primeiros comentários geraram tanta repercussão?

Quando se compreende que o compromisso do jornalismo é respeitar a multiplicidade de opiniões compreendemos que nossas opiniões pessoais tem que ser  desvinculadas  do jornalismo.

Opinião tem que ser manifestada de forma responsável ( Cap.III, Art. 10, Código de Ética dos Jornalistas).

Ela não foi nada feliz e nem responsável  em chamar todos os torcedores brasileiros de mal educados. Ela sim, tenta claramente manipular as opiniões e demonstra contradição no próprio texto. Primeiro chama, todos  de sem  educação  e depois se desculpa argumentando que “não é culpa do povão”  lançando  a “ira” dela ( como a ira dos laicistas) sobre o governo...

Demagogia demais !

Daqui a pouco ( como ela fala em um dos vídeos), vai expor opinião sobre os milhões investidos no carnaval! 

Muito circo! E nós pobres operários, marionetes e “Sheherazades” da  comunicação emitindo opiniões pra defender o próprio pão!

Viva o Pão e Circo!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

ETERNA





Eu sei levantar.
É por isso que caio.
Caio ainda porque pulo.
Quando não pulo, me empurram..
E, se me empurram... Aprendo a voar!
Eu vôo, vôo alto, toco as nuvens, chego ao céu, converso com Deus, me re-in-vento e volto.
Volto no vento, na brisa, no balanço do rio, no cheiro de terra molhada, no entusiasmo, na alegria, na tristeza, na saúde e na doença até que um dia, se não tiver mais jeito, a morte finalmente,  nos separe.
Corpo sem vida, entregue a terra vira pó.
Do pó, ao pó, ao subterrâneo, lençol freático, chega ao rio, desce as corredeiras, enfrenta a enchente, na vazante vira humos, fertiliza a terra, acolhe a semente, retorna a vida, transforma-se em pólem levado pelo vento e no vento... Volto!
 Eu sou eterna.

ÀS VEZES...



Às vezes, me sinto tão pequena quanto um grão de mostarda.
Às vezes, me sinto tão grande quanto um elefante.
Às vezes, me sinto leve como uma pluma e outras pesada como o chumbo.
Às vezes, me sinto tão feliz e às vezes tão triste.
Às vezes, me sinto tão capaz, capaz até de transpor as maiores barreiras.
Às vezes, não sinto nem coragem de levantar da cama.
Às vezes,  me sinto...
Às vezes não.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Lua Adversa


LUA ADVERSA

Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha.

Fases que vão e vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.

E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...
Cecília Meireles

sábado, 30 de julho de 2011

Amor de Férias não volta às aulas


Assim como um amor de carnaval termina na quarta- feira de cinzas um amor de férias não volta às aulas.

É incrível, conseguiram cientifizar a paixão.
Dura 3 meses.
A minha acabou hoje.
Prazo de validade vencido, paixão vencida!
Como tudo o que tem prazo e é perecível a paixão estraga depois disso.
E, de fato: acaba.
Essa reincidente paixão que ressurgiu em mim no dia, ou melhor, na noite, madrugada de 30 abril se suportou até 30 de julho.
Paixão estragada, vencida e superada, parte-se pra outra.
Coincidentemente , esse retrocesso sentimental se dá de ano em ano próximo ao período das férias.
É um amor sazonal o amor de férias e junto com as férias acaba o amor.
O amor ás vezes pega recuperação, reprova... Desiste de estudar...
Aí não tem volta às aulas, não tem material escolar novo, não tem reencontro, não tem sala nova, nem novos lugares, novos professores, não tem nada, a menos que você mude de escola e ainda assim...
Amor não combina com teoria, metafísica, álgebra ou sociolinguística ( se bem que até combinaria com o uso da língua).
Mas, livros não combinam com amor, a menos que sejam romances.
Romances não combinam comigo , a menos que sejam verdadeiros.
Dessa forma... Adeus!
Espero que não reproves meu amor!
Até o ano que vem... Se, você passar de ano!