Pulei, brinquei, joguei farinha...
Mas tudo isso trabalhando!!!
Ufaaa me encontrei!!! E desde então passei a frequentar um Centro Espírita...
Mas eu não sou uma " espírita' de verdade... Só na vontade de melhorar... Mas nas ações deixo mto à desejar... Todos os espíritas de verdade que conheço são pessoas quase santas!!!
Eu não... Sou imperfeita demais.
Bem ... Há pouco tempo passei a me interessar por uma outra vertente dentro deste segmento espiritualista... Eis... Aqui...
Sou a fuga para alguns, a coragem para outros.
Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.
Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos.
Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás.
Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pombo-Gira e o doce da Criança.
Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.
Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga e de Cambinda; a traquinada de Mariazinha e Doum e a sabedoria de Urubatão.
Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz.
Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso.
Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores.
Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança.
Sou a cura.
Sou de ti.
Sou de Deus.
Quem eu sou?
Umbanda.
NO GRANDE CAMINHO
Somos viajares que chegam de longe...
Reagrupados no templo da família ou no campo social, achamo-nos, à frente uns dos outros, com sagrados imperativos no reajuste.
Disfarça-nos o manto da carne, mas as circunstâncias reaproximam-nos.
E, irresistivelmente, somos convocados a recapitular velhas experiências que nos pareciam definitivamente encerradas.
Laços de afeição e ódio encadeiam-nos, de novo, nos interesses mútuos e, quase sempre, incêndios devastadores nos agitam a alma, atingindo-nos os recônditos do ser, compelindo-nos à revisão de nossos próprios valores.
Que seria de nós, sem o bálsamo da tolerância e sem o alimento da fraternidade?
Só o esquecimento do mal consegue pacificar o terreno revolto de nosso espírito, possibilitando novas plantações.
Só a compreensão é capaz de realizar o milagre de nossa resistência na subida escabrosa.
Assim, pois, não nos esqueçamos do perdão que apaga todas as culpas, incentivando o bem que nos renova o ser, convertendo-nos, enfim, em verdadeiros instrumentos da Divina Vontade do Mestre e Senhor.
Pelo Espírito Meimei - Do livro: Cartas do Coração – Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos।