sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Meu caminho...É cada manhã!!!

Adoro uma música da Vanessa da Mata chamada "Não me deixe só" , especificamente por causa de um único trechinho da música... Que diz assim...

" Não me deixe só...

Que eu saio na capueira...

Sou perigosa sou macumbeira...

Eu sou de paz, eu sou do bem ...

Mas... Não me deixe só!!!"

Realmente... Já escrevi antes, algo aqui no blog, dizendo que sou perigosa...

Pois bem... Sou MACUMBEIRA ... Também!!!

Adoro, sim-ples-men-teeee, a-do-roooo a cara assustada que algumas pessoas fazem qnd me ouvem dizer isso.

kkkkkkkkkkkkkk...

Buuuuu....

Credo gente... Q preconceito!!!

O fato de ver, ouvir, sentir, coisas que algumas pessoas não vêem, não ouvem e não sentem... Não me transforma em uma bruxa malvada... Ou um monstro terrível...

Bem ... É verdade que isso tem uma influência muito grande na minha vida... No meu "jeitinhu" "Doce" ( rsrsrsrsrsrs) de ser... kkkkkkk... Mas se não fosse isso... O "além" , o espiritual, o sobrenatural, a curiosidade, o gosto pelas coisas ocultas e quase que indecifráveis, com certeza, seria bem pior.

Existem várias formas de denominar uma pessoa como eu... Médium,"espírita" ( se bem que este termo envolve bem mais que meras faculdades mediúnicas), espiritualista, ocultista... Sei lá... São tantos nomes... Mas dentre eles, o que tem me chamado mais atenção, o que é falado com tanto desprezo quanto os atores da novela das oito, os que representam os homens de casta... Dizem e tratam ... Um "Dalit" ... kkkkkkkkkkk... É o termo ... MACUMBEIRA!!!! Mas Eu gosto!!!

O termo às vezes sai da boca de alguns cristãos carregado de maldade, preconeito e IGNORÂNCIA... " Jesus tenha piedade deles... Porque não sabem o que fazem".


Outro dia fui na Igreja... SIMMM!!! É eu fui... Mas não devia!!!! Definitivamente, NÃO DEVIA TER IDO!!!

Lá durante a "adoração" assisti um teatro incrível, que mais parecia um resquício da inquisição... Enqunato o orador jogava papéizinhos com nomes em um prato flamejante... Gritava: "Queima senhorrrrr.... Todo malll... Toda MACUMBAAA... Todo o SARAVA..." E a pior "queimação" pra mi é claro...

"Todo o ESPIRITISMO!!"

Já imaginou se ele dissesse... Ou queimasse... Todos os ESPÍRITAS???

Sinceramente... Fui lá por causa do convite de uma amiga e para dar apoio à ela.. Saí de lá... QUEIMADA!!! Decepcionada... Me senti literalmente, dentro da Igreja de São Sebastião ( que Xango não se zangue), JOGADA EM UMA FOGUEIRA... Em pleno ano 2009!!!

Graças à Deus... Encontrei meu caminho...

Eu estudei durante 9 anos, éée... 9 anos em um colégio de freiras... Batizada, evangelizada, fiz primeira comunhão, eu, crismada... Um belo dia ... Virei adepta a um segmento filosófico, religioso e cientifico que me completou, me ajudou a superar grandes perdas e me colocou de volta no caminho do bem...

Ufaaa me encontrei!!! E desde então passei a frequentar um Centro Espírita...
Mas eu não sou uma " espírita' de verdade... Só na vontade de melhorar... Mas nas ações deixo mto à desejar... Todos os espíritas de verdade que conheço são pessoas quase santas!!!


Eu não... Sou imperfeita demais.

Bem ... Há pouco tempo passei a me interessar por uma outra vertente dentro deste segmento espiritualista... Eis... Aqui...


Sou a fuga para alguns, a coragem para outros.

Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas.

Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos.

Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás.

Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pombo-Gira e o doce da Criança.

Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua.

Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga e de Cambinda; a traquinada de Mariazinha e Doum e a sabedoria de Urubatão.

Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz.

Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso.

Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores.

Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança.

Sou a cura.

Sou de ti.

Sou de Deus.

Quem eu sou?

Umbanda.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Não me deixe só... Eu tenho medo do escuro... Tenho medo do inseguro e dos fantasmas da minha voz...


"Um dia a maioria de nós irá se separar. Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim do companheirismo vivido...

Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.

Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe... Nos e-mails trocados...
Podemos nos telefonar... conversar algumas bobagens.

Aí os dias vão passar... Meses... Anos... Até este contato tornar-se cada vez mais raro. Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos.

E... isso vai doer tanto!!!

Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...

Quando o nosso grupo estiver incompleto... nos reuniremos para um último adeus de um amigo. E entre lágrima nos abraçaremos...
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado...
E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!"

Vinícius de Moraes


DE VOLTA



TEMPO




Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando você.

Mário Quintana

NO GRANDE CAMINHO

Somos viajares que chegam de longe...

Reagrupados no templo da família ou no campo social, achamo-nos, à frente uns dos outros, com sagrados imperativos no reajuste.

Disfarça-nos o manto da carne, mas as circunstâncias reaproximam-nos.

E, irresistivelmente, somos convocados a recapitular velhas experiências que nos pareciam definitivamente encerradas.

Laços de afeição e ódio encadeiam-nos, de novo, nos interesses mútuos e, quase sempre, incêndios devastadores nos agitam a alma, atingindo-nos os recônditos do ser, compelindo-nos à revisão de nossos próprios valores.

Que seria de nós, sem o bálsamo da tolerância e sem o alimento da fraternidade?

Só o esquecimento do mal consegue pacificar o terreno revolto de nosso espírito, possibilitando novas plantações.

Só a compreensão é capaz de realizar o milagre de nossa resistência na subida escabrosa.

Assim, pois, não nos esqueçamos do perdão que apaga todas as culpas, incentivando o bem que nos renova o ser, convertendo-nos, enfim, em verdadeiros instrumentos da Divina Vontade do Mestre e Senhor.


Pelo Espírito Meimei - Do livro: Cartas do Coração – Médium: Francisco Cândido Xavier – Espíritos Diversos।



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

2009


ANTE O ANO NOVO


Ao finalizar o ano 1900, muitos pensadores argumentavam que o raiar do século XX marcaria o fim da fase religiosa da História.

Mas cá estamos, no século XXI e a mensagem do Cristo está bem viva e forte no pensamento e no coração de incontáveis pessoas.

Voltaire, escritor francês do século XVIII, imbuído desse espírito cristão, teve oportunidade de produzir excelentes peças de caráter religioso.

Hoje, neste início de mais um ano, é importante revermos tais escritos que nos remetem a uma profunda fé em Deus.

Exatamente aquele Deus que Jesus nos revelou como o Pai de todos nós. Um Pai que ama e por amor nos sustenta os dias.

Deus de todos os seres, de todos os mundos, de todos os tempos. Se é permitido a frágeis criaturas, não percebidas para o resto do Universo, atrever-se a Te pedir algo, a Ti, que tudo nos tens dado;

A Ti, cujos decretos são imutáveis e eternos;

Olha com piedade os erros de nossa natureza. Que esses erros não sejam calamidades.

Afinal não nos deste o coração para nos aborrecer e as mãos para nos agredir.

Faze com que nos ajudemos mutuamente a suportar o fardo de uma vida penosa e fugaz.

Que as pequenas diferenças entre os trajes que cobrem nossos frágeis corpos, entre nossas insuficientes linguagens,entre nossos ridículos usos, entre nossas imperfeitas leis, entre nossas insensatas opiniões, entre nossas condições tão desproporcionadas aos nossos olhos e tão iguais diante de Ti;que todos esses matizes, enfim, que distinguem os átomos chamados homens, não sejam sinais de ódio e de perseguição.

Que aqueles que acendem velas em pleno meio-dia para Te celebrar, tolerem os que se contentam com a luz de Teu sol.

Que os que cobrem seus trajes com tela branca para dizer que devemos amar, não detestem os que fazem o mesmo sob uma capa de lã negra.

Que seja igual adorar-Te em dialeto formado de uma língua antiga e em uma recém-formada.

Que todos os homens se recordem de que são irmãos!

Se os açoites da guerra forem inevitáveis, dá-nos condições de não nos desesperarmos.

Que não nos destrocemos uns aos outros em tempos de paz.

Que empreguemos o instante de nossa existência em bendizer em milhares de idiomas, desde o Sião até a Califórnia, Tua bondade que nos concedeu este instante.

Originados da mesma fonte, amparados pelo mesmo Pai, todos os homens somos irmãos.

Se as fronteiras nos dividem em países e nações, se os idiomas nos criam dificuldades de comunicação, se as distâncias nos impedem de nos entrelaçarmos, a vibração da fraternidade deve vigorar em nossos corações.

Todos fomos criados por amor, somos filhos da Luz e destinados à Luz.

Por ora, e somente por agora, nos situamos em painéis diferentes. Mas um dia, além do corpo, transcorrido todo o caminho, todos chegaremos ao mesmo fim. A Casa do Pai. A perfeição.


Redação do Momento Espírita com base em escritos de Voltaire. Extraído do endereço: http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2077&stat=0.